Negócios

Drones com câmeras: O negócio do futuro?

Drones são controversos (eles nem foram regulamentados ainda), mas para diversos empresários, os drones já estão gerando um lucro alto.

Nos Estados Unidos, há alguns anos, Patrick Smith anexou uma câmera GoPro a um avião de isopor. Quando mais tarde ele analisou a filmagem, ele percebeu o grande potencial para essas máquinas voadoras.
“Eu fiquei abismado! Eu pensei ‘Isso é fotografia aérea sem ter que contratar ou pagar por um avião de verdade’ “, disse Smith, o fundador e CEO da Aerial Media Pros, o que usa drones controlados remotamente que podem transportar uma grande variedade de câmeras.

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 Patrick Smith voando seu drone

Demorou um pouco para acertar. No início, a filmagem ficava trêmula, mas depois que ele descobriu uma maneira para firmar a câmera, criando um suporte capaz de estabilizar a câmera, seu negócio foi liberado para decolar.

Mantendo-se fiel às suas raízes, Smith tem preferência por recrutar veteranos. Das 12 pessoas que ele emprega atualmente, dois são ex-fuzileiros navais.

Smith vende seus drones a um preço que vai de $700 a $30.000. Isso pode parecer caro à primeira vista, mas quando você considera que as empresas de produção estão pagando US $5.000 a $10.000 por 1 hora de aluguel para filmar o mesmo tipo de filme que ele foi capaz de captar com seus drones, faz sentido.

As principais empresas de produção estão utilizando seus drones high-end que podem transportar com segurança câmeras com qualidade de cinema. Eles têm sido usados para filmar longas-metragens, incluindo “Tracers”, estrelado por Taylor Lautner, e “Ride”, estrelado por Helen Hunt e Luke Wilson.

Tonaci Tran, um diretor de fotografia aérea que já trabalhou em dezenas de filmes independentes, diz que confia nos drones para transportar seus 30 mil dólares de câmeras através do ar, e a tecnologia tem ajudado o seu negócio.

“Isso nos permitiu fornecer serviços que normalmente requerem um grande helicóptero”, disse Tran. “Em um preço mais baixo e menor altitude, podemos fornecer filmagens atraentes que um monte de diretores e agências gostam.”

Não é só Hollywood e grandes corporações que estão usando drones como uma forma de ganhar dinheiro. Aqui mesmo, no Brasil, já existem exemplos de empresários que estão adentrando no mundo dos drones.

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José Carlos Grubisich, presidente da Eldorado Brasil: “Os drones são uma grande inovação
que vai mudar o panorama dos negócios”

A misão dos drones para a Eldorado Brasil: encontrar mudas que não foram plantadas da forma correta. Se localizadas a tempo, dá tempo de replantá-las e evitar a perda.  Com mais de 160 mil hectares de área plantada de eucaliptos, matéria-prima para fazer a celulose, os drones são a melhor forma para monitorar essa gigantesca área, que equivale a 160 mil campos de futebol. “Os drones são uma grande inovação que vai mudar o panorama dos negócios”, afirma José Carlos Grubisich, presidente da Eldorado, dono de três drones e com planos de adquirir mais três neste ano. É bom levar a sério as palavras de Grubisich.

As cifras movimentadas pelos drones civis já são bilionárias. No ano passado, foram US$ 5,2 bilhões em todo o mundo, segundo cálculos da consultoria americana Teal Group, especializada na indústria aeroespecial. Em dez anos, esse mercado deve mais do que dobrar, atingindo US$ 11,2 bilhões.

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Corretor robótico: imobiliárias de Nova York usam drones como ferramenta de marketing

para a venda de residências de altíssimo padrão

 
Muitos analistas acreditam que se trata de uma previsão conservadora, dado o número de projetos que devem começar a sair do papel a partir de agora. Mais: lembram que esses dados não levam em conta a inexistência, ainda, de regulamentação dessa atividade, o que se constitui numa barreira para uma expansão maior (de forma resumida, é preciso definir o espectro de frequências para operar essas máquinas voadoras e estabelecer regras de ocupação do espaço aéreo).
Um sinal da popularização dos drones com câmeras no Brasil é que existe um loja especializada nesse produto na rua Santa Ifigênia, reduto paulistano de traquitanas tecnológicas. Chamada DroneMania, a loja oferece modelos que vão de R$ 500 a mais de R$ 10 mil, a maioria importados. Há também um site de comércio eletrônico especializado na venda de drones. É a DroneStore, fundada pelo empresário Luis Neto Dorça Guimarães no segundo semestre de 2013. “Comecei fazendo vídeos para empresas, mas percebi o interesse crescente das pessoas em comprar drones e resolvi abrir a loja”, afirma Guimarães. Seu próximo passo é inaugurar uma loja física. Trata-se de mais um indicativo de que o mercado de drones está mais do que pronto para decolar e mudar, para sempre, o mundo dos negócios.
  • Leandro Augusto R. Barbosa

    Esse é um dos motivos que me faz querer ter um drone tipo Phanton.