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Drone garçom é novidade em Cingapura

Um restaurante em Cingapura planeja usar drones para o transporte de alimentos e bebidas da cozinha para uma estação de espera perto das mesas dos clientes até o final deste ano.

Infinium Robotics, a empresa de Cingapura que está desenvolvendo os drones para cadeia de restaurantes Timbre, mostrou a tecnologia aqui:

Um robô voador servindo pratos de comida e bebida para mesas individuais soa como uma receita para o desastre. Como é que o drone sabe por onde sobrevoar? E se alguém tromba com o drone ou está em seu caminho?

Mesmo que a Infinium Robotics afirme que é tecnicamente possível, Timbre não vai entregar a comida da cozinha direto para mesas dos clientes. O dono quer preservar um toque humano. Assim, os drones voarão da cozinha para duas estações frequentadas por garçons. Os drones estão programados para voar acima de 2.5m, de modo a não colidir com os convidados.

“Não há a mínima chance de bater em algo”, disse o presidente-executivo da Infinium Robotics, Junyang Woon.

Os drones recarregam a bateria automaticamente enquanto esperam na cozinha. Após o chef colocar um pedido no drone, ele aperta um botão em um teclado e o drone voa automaticamente a uma das duas mesas de espera. A tecnologia sense-and-avoid incorporada ao drone não vai permitir que ele pouse na estação de espera se alguma coisa estiver em seu caminho. Os drones também estão equipados com sonar e sensor infravermelho.

Um garçom, em seguida, remove a comida ou bebida do drone e aperta um botão que o envia de volta para a cozinha. Os drones podem levar pouco mais de dois quilos de alimentos. Infinium Robotics, que desenvolve o hardware e software, está trabalhando em um modelo que vai levar o dobro de peso.

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Será que não derruba?

Woon diz que este não é apenas um ato de marketing para ajudar restaurantes a atrair clientes. Ele ressalta que, ao contrário de um robô tradicional ou ser humano, o drone voa acima de  áreas congestionadas, prestando um serviço mais eficiente.

“Seu trabalho é ajudar os garçons, para aliviar algumas das suas tarefas mundanas”, disse Woon. “Se eles deixarem os robôs fazerem o trabalho deles, os garçons podem se concentrar em interagir com os clientes para lhes garantir uma ótima experiência no restaurante.”

Desde que teve a atenção da mídia, Woon recebeu pedidos de resorts e restaurantes em 10 países, incluindo os Estados Unidos.

“A razão por que nós queremos nos concentrar em restaurantes agora é porque eles não tem problemas com privacidade”, disse Woon. “Eles não tem problemas com os regulamentos ao ar livre em que temos que buscar permissão da FAA, por exemplo, porque poderiam interferir com aviões comerciais.”